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riscos_e_rabiscos

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Good News

 

 

 

Já repararam que há alguns dias que tenho estado caladinha, sugadita, apagadinha e outras coisas terminadas em –inha, como por exemplo, congeladinha.

 

Estranho? Ou talvez não, uma vez que tenho feito grandes momentos de silêncio. Por necessidades intrínsecas. Mas não agora.


***

 

A crise económica espraiou-se por tudo e mais alguma coisa que nos possa passar pela cabeça. Começam a surgir os controlos de custos e a serem descobertos financeiros. E quem é que sofre os efeitos colaterais? Os pequenos, os subalternos, os que precisam de trabalhar para comer. Ah e os professores, que são seres à parte. Ou seja, me, myself and I!

 

O meu colégio começou a fazer cortes orçamentais devido à crise e nós é que temos estado a pagar as favas. Assim sendo, Há duas semanas comecei a mandar CVs.

Assim que os receberam, comecei logo a ser contactada para entrevistas. Uns não foi possível aceitar por incompatibilidade de horário, outros ficaram com o meu contacto para preenchimento de eventuais faltas e entretanto, pela flexibilidade de horários, aceitei assumir um trabalho num centro de explicações da moda.*

Mas isto iria concretizar-se caso o meu destino não estivesse já traçado de maneira diferente.

 

A minha colega de música tinha-me dito que estavam a precisar de uma teacher para o colégio religioso onde ela trabalha. Disse-me para eu ir lá num determinado dia pois estavam a fazer entrevistas. Acabei por não ir porque nem sequer chegaria a tempo, uma vez que só poderia ir findado o meu período de leccionação de aulas. Nunca mais falámos nisso.

 

Recomeçaram as aulas e a minha colega volta a tocar no assunto. Afinal não tinham seleccionado ninguém pois os currículos e as pessoas não tinham agradado. Deu-me o contacto do colégio para eu falar com eles e eu assim fiz. Marcaram-me entrevista, fui lá, gostaram muito da minha experiência profissional e julgo que também de mim. Acabei por ficar.

 

O destino estava traçado: Deus queria-me ao seu serviço e reservou aquela vaga para mim. E eu… comecei hoje!

 

 

 

 

* é tão da moda que é um franchising… e podia pagar muuuuuito melhor…. Se não ficasse com 40%  para eles…

 

 

 

 

Updating Personal Details.

                                   

 
Parece que, finalmente, vou conseguir escrever qualquer coisinha. Isto estava difícil… e até nem era por falta de inspiração… era mesmo por preguicite aguda. Sabem como é: férias + calor = preguiça.
 
Vou começar pela parte boa. Pois é, consegui. Vou ficar este ano no colégio novamente. Com mais uma hora lectiva. Com muita pena minha e da minha conta bancária, é praticamente impossível haver mais horas lectivas por causa das outras actividades extras que os miúdos têm.
 
Para além de ir para lá no próximo ano lectivo, vou trabalhar para lá no mês de Agosto. Vá, riam-se, vocês todos de férias a apanhar solinho na cara e eu a workar… A verdade é que o colégio precisava de um docente para o mês de Agosto e eu “voluntariei-me”. O director sabe que eu sou destas “voluntarices”. Quer dizer, destes “lixanços” pessoais…lol!
 
Lado positivo: festejar o meu aniversário no meio dos alunos pela primeira vez na vida, receber uns trocos extra e mostrar, mais uma vez, aquilo que valho.
Fiz bem, não fiz?
 
***
 
Vamos à parte menos boa.
 
Começando pelo meu pai. No mesmo dia em que recebi a notícia de que iria ficar no colégio, nem sonhava o que me estava reservado para a noite.
Tinha acabado de jantar, e ia beber o fabuloso café que tinha tirado e que estava a adoçar quando toca o telemóvel. Hummmm… Quem seria aquela hora? Provavelmente a minha comadra. Mas não. Era o meu irmão. Atendi e oiço a voz do meu irmão muito aflito: “mana, o pai caiu e tem a cara toda em sangue. Deve ter-lhe dado alguma coisa. Já chamei o INEM e vou para o hospital com ele. Vai lá ter.”
 
Vesti-me o mais rápido possível, toda a tremelicar. Nem conseguia enfiar as tiras nas sandálias para as apertar. Acho que voei escadas abaixo, com o N. atrás de mim, para ir buscar a minha mãe. Liguei-lhe e, nervosa como ela é, deu-lhe logo as dores de barriga e desata a falar sem parar.
 
Lembrei-me de passar primeiro pela oficina dele, pois muitas vezes, em casos menos “graves”, demora eternidades. Ainda os apanhámos. Devemos ter chegado ao mesmo tempo.
O meu pai vinha do café e está um prédio com andaimes para pintar as paredes exteriores. Mas estão tão bem montados que tem um barrote de fora, óptimo para se tropeçar. E foi o que aconteceu!
 
O meu pai ficou com a cara numa lástima e partiu a cana do nariz. Do mal, o menos, mesmo assim. Pensei que se tivesse passado algo com o pace maker ou outra coisa qualquer mais grave.
Resultado: uma camada de nervos brutal em cima, uma noite no hospital e um nariz todo cosido e com uma tala. Só me faz lembrar o Hannibal Lecter não sei porquê…
Agora tem de ir a uma consulta de maxilo-facial, esperemos que não tenha de ser operado ao nariz.
 
Ontem, foi a vez da minha sogra, coitada. Já há alguns dias que ela vinha dando umas quedas, que não sabia explicar como tinham acontecido. Atribuíram-se à tensão e ficou um dia de repouso em casa. Depois ficou melhor e prosseguiu a vidinha dela. Este fim-de-semana até o veio passar a Lisboa.
O N. recebe um telefonema do irmão a dizer que a mãe estava no hospital por se suspeitar ter tido um AVC. Veio para casa medicada e com o diagnóstico de um AVC ligeiro.
 
Não há-se o meu sistema nervoso andar todo destrambelhado?!
 
***
 
A minha rua parece andar enguiçada. O meu vizinho de baixo quase que passou para o outro lado. Rebentou-lhe uma úlcera do estômago que ele nunca sonhou ter. Não era a hora dele porque foi muito grave.
 
Hoje a minha mãe disse-me que a mãe da C. está em coma. Ela só tem um rim, é diabética e problemas de coração. Parece que as coisas não estão nada animadoras. Fiquei mesmo chocada…
 
***
 
Desculpem a enormidade do post mas este foi mesmo para desabafar. Pareço aquelas velhotas a falar das doenças mas infelizmente estas têm sido as coisas que mais me têm preocupado ultimamente.